Tempo da linha que costura,
tempo da linha de pensamento que se segura,
tempo da linha da pintura...



sábado, 11 de fevereiro de 2012



Quando as flores que se fazem flores têm suas pétalas despetalas pela intolerância suprema à diferença e pela falta de reverência à alteridade...perdemos o brilho, a originalidade, a espontaneidade, a expressão individual que podemos imprimir no mundo...









sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Individualidade


Quando o sagrado do outro é sagrado meu 
O amor se revela em flor
Os espaços são entendidos, respeitados...
A importância do outro é importância minha
E o amor se comunga comungando...




sábado, 17 de dezembro de 2011


O trabalho em equipe requer muitas habilidades dos envolvidos. Uma delas, e para mim a principal, é a capacidade de reconhecer a importância de cada um no grupo. Compreender isso é entender que o quê cada um sente, fala e faz é importante, e importante para o grupo. É compreender que o outro pode ser e é diferente. É lidar com a diferença. É se colocar na disponibilidade de construir com o outro mesmo que isto possa, as vezes, ser contrário a ele mesmo. É preciso confiar na alteridade seja isso significando o tempo que ele precisa ter para possuir outras compreensões, seja a informação de que existem outras maneiras de se compreender ou seja a oportunidade de rever os próprios entendimentos. È preciso ceder.   
Quando alguém no grupo não compreende isso o trabalho de equipe vai minando... um vai fazendo o que e como acha que deve ser feito independente do trabalho do outro ou da maioria, cada um vai fazendo a sua parte, como pensa, como acredita e deve ser, continua fazendo seu trabalho independente do que mina...  Vai se acreditando que o outro é daquele jeito, e que se ele é assim, então.... para quê? Vai se perdendo a capacidade em ouvir, vai se desacreditando que o outro possa ouvir, vai se perdendo a esperança que o outro possa mudar... vai se desimplicando... vai se desestimulando... vai tendo pesar....  
E como ser diferente? É se desobrigar do outro? É provocar o outro para a implicação? É abrir espaço para se fazer crítica? É abrir espaço para se ser criticado? E como ficam as zonas de conforto? A busca pela não destituição da imagem? A resistência em ser negado? A necessidade em ser amado e reconhecido positivamente?
Estamos aqui, nesta sociedade, neste planeta, neste momento histórico, com nossas histórias domésticas, com nossos funcionamentos pessoais e nada disso é fácil. Mas a questão é que estamos nos propondo a uma clínica que é política, social, terapêutica e de saúde para pessoas que enviesam o sistema social convocando que sejam entendidas de outras maneiras que não a habitual. Será que estamos dispostos? Pois para compreendê-los precisamos antes enviesar nossos modos de existência e nossas formas de entender o outro e para isso é preciso ceder, destituir-se, colocar-se ao avesso, abrir-se para o entendimento de que múltiplos funcionamentos existem... é preciso a mínima ausência de contradição no cotidiano representado pelo que se  pensa, o que se sente e o que se faz. Isto envolve o atendimento às pessoas que pretendemos acolher, se não não será acolhimento o que fazemos, e envolve o trabalho que nos propomos realizar enquanto servidores públicos de saúde mental, se não não será clínica ampliada o que faremos.
Fazer clínica ampliada não requer necessariamente a habilidade em fazer tudo como todos de uma instituição
É articular e incluir diferentes enfoques e disciplinas, é reconhecer que em clínica singular um enfoque deve ser dado em contraposição de outros sem que isso seja negação deles e de outras possibilidades de ação, nem desvalorização de qualquer abordagem disciplinar, mas a busca por integração de abordagens que possibilite um manejo eficaz da complexidade do trabalho. Como fazer isso com o outro sem que seja feito consigo e a partir de si? Como trabalhar na interdisciplinariedade sem comunicação interna, sem diálogos possuidores do entendimento de alteridade? Interdisciplinariedade, clínica ampliada, trabalho coletivo são sinônimos e têm na medula espinhal a cooperação. E o que é tudo isso? O que isso tudo significa? Requer uma disposição para colaborar com que importa para o grupo e não com o que importa para si. É estar para um objetivo coletivo. O que em algumas vezes é preciso silenciar a ação daquilo que mais acredita que seja importante e respeitar o que  é ser para um consenso grupal mesmo que não participe dele, ou que seja momentâneo. E isto aciona um estar que para muitos é violentador. Mas violentador porque? O que mais fere? O que fica ferido? O que mais vale? O que nos guia? O que nos move?

O que faz um ambiente humano ser também um ambiente coletivo? 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Com tanto encontro, acredito que o ponto já foi dado…que venham os alinhavos…quem tem linha e agulha que se aprochegue!!
Temos os pontos de entremeio, pontos de contorno, ponto partido, ponto de nó, ponto cheio, ponto chato, ponto renascença, ponto de elos… 
...um ponto puxa o outro, na mesma linha e só assim o bordado acontece…
Que as possibilidades e as criações se expressem…que se recriem e se refaçam…
Boa sorte para todos.

Em comunicação com o post sobre o PONTO DE ENCONTRO:
"Esta proposta não pretendia – e não pretende – criar um centro onde os usuários de drogas permaneçam internados, mas oferecer-lhes “um lugar para onde ir” e sejam recebidos sem preconceitos; acolhê-los sem medos ou falsas caridades ou proposta de salvação. Fazer do encontro um momento privilegiado na construção de uma ponte entre o nada (ou a absoluta miséria, degradação e sofrimento) e alguma coisa." Antonio Nery.


http://conversandocomnery.wordpress.com/2011/10/17/sobre-o-ponto-de-encontro/#comment-178



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A negritude presenteia a humanidade com 
a ampliação da capacidade de amar...


segunda-feira, 18 de abril de 2011


Os artifícios e as artimanhas da mídia por exclusão ultrapassam entendimentos, extrapolam períodos históricos, violentam subjetividades...

Reduzir o outro através da sua simplificação preconceituosa é da dimensão da resistência em aceitá-lo ou compreendê-lo, é da intenção de limitar sua expressão e existência.
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